canais e bicicletas

Segunda-feira estava programado passar o dia em Luxemburgo e voltar para dormir em Amsterdã… Mas, bem, acabei pulando direto para a parte de dormir em Amsterdã. Exausta do fim de semana mal dormido, acabei dormindo demais, e só consegui chegar na estação já mais para o fim da manhã. Tudo bem. Ainda assim fui atrás de descobrir como ir para Luxemburgo, afinal existia a possibilidade de dormir lá. Me indicaram o trem, eu subi e fui… até a estação Bruxelas-Luxemburgo, porque existe essa também, e me mandaram para essa no lugar de Luxemburgo-Luxemburgo. :roll: Então voltei para a estação principal de Bruxelas, mas nessa altura do campeonato já eram mais de duas da tarde, e, se eu fosse para Luxemburgo, não conseguiria ver nada da cidade, já que só chegaria depois das 17, quando tudo fecha. No dia seguinte, teria que pegar um trem cedo, já que são 6hs de lá para Amsterdam… Enfim, achei que não valia a pena e simplesmente peguei logo o trem para Amsterdã. Foi bom, já que consegui chegar num horário razoável, e deu para procurar hotel ainda no claro.

Coisas que chamam atenção em Amsterdam logo de cara:

Meu primeiro dia foi cheio de museus. Comecei por Rembrant. O museu é localizado na antiga casa dele. Descobri que ele também gostava de guardar cacarecos — de fato, tinha uma sala cheia deles. Depois foi a vez de Van Gogh. Em seguida, matei a vontade de entrar em um dos “barcos-casa” tão comuns por Amsterdã (também, com a quantidade de canais, nem me admira…), visitando o museus dos barcos-casas. Ainda consegui ir no da fotografia, mas esse não valeu a pena.

No meio do caminho ainda fui para um dos parques da cidade… cheguei a procurar bicicleta para alugar. O engraçado é que existem milhares de bicicletas para alugar na cidade inteira, menos perto do parque. Vá entender.

No fim da tarde, passeio de barquinho pelos inúmeros canais da cidade, que, descobri, são em sua grande maioria artificiais (só um é natural).

O segundo dia foi de muita chuva… Fui na Casa da Anne Frank — passeio imperdível, mesmo para quem não leu o diário. Depois, em vez de ficar curtindo a chuva, decidi pegar uma excursãozinha e passar a tarde explorando o interior da Holanda. Primeiro visitamos uma fábrica de queijos e depois duas vilas de pescadores: Volendam e Marken. Muito bonitinhas e parecidas. Tinha até gente com roupa típica no meio do rua! Aproveitei um tirei uma fotinho de holandesa… :hehe:

chocolate belga

Férias! Woohoo! Viagem logo de cara, é lógico. Descobri que a escola estava com uma excursão de fim de semana para a Bélgica, então aproveitei para ir junto. Umas brasileiras conhecidas também foram, logo também era um jeito de passar mais uns diazinhos com companhia.

Sábado, seis e meia da madrugada, estava eu na frente da escadaria da ópera esperando o ônibus. Tchau, Paris! Te vejo daqui a 15 dias! :)

Quatro horas de viagem de ônibus extremamente desconfortável depois… chegamos à Bruges, uma cidadezinha muito fofa na Bélgica. Sério, que cidade mais bonitinha. Fizemos um citytour a pé com um guia local, que nos mostrou o lago do amor; a escultura de Michelangelo que está na catedral deles; uma praça que, para cada lado que olhamos, tem uma contrução de um século e estilo diferentes; e a praça central da cidade. Depois tivemos a tarde livre. Almocei com as meninas um tipo de batata frita (aparentemente uma especialidade local) e depois fui visitar o Museu do Chocolate, cuja parte mais interessante foi a demonstração de como fazer chocolate tipicamente belga (aquele das conchinhas) e a parte de curiosidades — segundo eles, chocolate não dá carie nem espinha… mas engordar eles não conseguiram negar. :lol:

Não deu tempo de fazer mais que isso. Já era hora de pegar o ônibus novamente e ir para Bruxelas. Chegando lá, nos levaram para o Albergue, nos dividiram em quartos quádruplos e declaram a noite livre. Eu e minhas companheiras de quarto (Juliana e Renata) fomos para o centro da cidade para jantar. Só que o albergue era meio fora do centro, e, na ida andando, fomos ficando meio receosas… mas tudo bem, voltamos de metrô para evitar problemas.

O domingo também foi “dia livre”, que nós usamos para conhecer os dois monumentos mais marcantes da cidade. O primeiro é um átomo gigante. Vá entender… mas tem uma vista bonita da cidade.

O segundo é um menino fazendo xixi (que alguém enrolou em um cachecol… acho que era o frio). :roll: A suposta história da estatua é engraçada.

Bem, depois disso eu também não fazia questão de saber quais eram os monumentos menos marcantes. :lol: Então, sem muito o que fazer, andamos pela cidade, comemos chocolate belga (melhor que o suiço!) e passeamos por um parque que não sabemos o nome… hehehehe.

O grupo voltou e eu fiquei em Bruxelas. Mas estava tão cansada da falta de sono que só fiz voltar para o albergue (mudando dessa vez para um quarto individual) e dormir, para viajar no dia seguinte.

c’est toi que j’aime

Quatro semanas em Paris… que passaram como um piscar de olhos.

A casa era ótima, extremamente bem localizada, perto da escola (só três estações de metrô)… o pessoal era simpático (fizeram uma lista das coisas que eu queria para o café da manhã e compraram para mim), mesmo se quase nunca estavam em casa.
A escola era parecida com a anterior (afinal era o mesmo grupo) e bem, a diferença é que, aqui, os suíços-alemães se sentiam excluídos pelos espano-fônicos — exatamente o contrário da escola da suíça. Mas dessa vez tinham vários brasileiros na escola, e todos eram iniciantes, o que fez outro contraste engraçado com a Suíça – lá, os poucos brasileiros que tinha eram mais avançados que eu, aqui, todos os muitos são de níveis mais baixos que o meu, logo eu sou a pessoa que tem que resolver todos os abacaxis em francês. :lol:

Bem, durante a semana, fiz todos os programas normais de turista: Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Musée du Louvre, Musée d’Orsay, Catedral de Notre Dame, Basílica de Sacre Coer… a fachada do Moulin Rouge também… passear no rio Seine (dentro e fora do barquinho) e na Champs Elysées… Conciergerie e Saint Chapelle… Passei na frente da Sorbonne, e entrei em outras Igrejas também. Ah, fui à Ópera assistir um ballet (chiquérrimo!) e ao teatro para assistir a versão francesa de O Rei Leão da Broadway.

Nos fins de semana, fui a Lille (um domingo quando Denise foi me visitar e não conseguimos ir para a Bélgica, que era o plano original), a EuroDisney (com a galerinha brasileira da escola) e ao Parque do Asterix (sozinha mesmo, ora!). Ainda fui à Versalhes conhecer o Palácio (e encontrei duas brasileiras no meio dos jardins), mas isso foi no meio da semana mesmo…

TOP FRANÇA PARIS
Igreja: Basílica de Sacre Coer, hands down. Mais bonita que a Notre Dame, sim, senhor.
Parque de Diversões: o do Asterix é mais original e mais divertido, além de ter as montanhas russas mais legais. Só perde para a Disney no quesito “fofura”.
Monumento: Torre Eiffel — é o marco da cidade. Aquela coisa que você olha e pensa: poxa, eu realmente estou em Paris.
Museu: o Musée d’Orsay é mais legal que o Louvre. Acredite quem puder.
Balada: Favela Chique! Hehehehehe. Um cantinho do Brasil perdido no meio de Paris.

Três dias na França?
Troque a passagem de volta para ficar mais tempo… hehehehe. Se isso não for possível, se concentre em Paris e esqueça o resto.

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la belle ville

Chegada em Paris. Como não poderia deixar de ser, um tanto quanto conturbada… tô pra ver eu chegar em algum canto sem ter problemas (vide EUA e Lausanne).

Tudo começou na segunda-feira, quando eu comprei o bilhete de trem para Paris. Com a hora de chegada definida, tinha que avisar a família. Comecei a ligar… passei a semana inteira ligando e nada de alguém atender. O telefone da casa só chamava e o celular da madame só dava desligado. Na sexta de manhã, ainda sem sucesso, liguei para a escola em Paris. Eles conseguiram fazer contato (acho que ligaram no trabalho) e me garantiram que teria alguém em casa na hora que eu chegasse. Tá bom.

Problema #2: fechar as malas. É, porque tudo que eu trouxe + três casacos novos + nove cabides = desastre. Arrumei e re-arrumei as benditas malas três vezes até fazer tudo caber. Até agora não sei como deu. Fiquei com medo de quebrar os zipperes.

Claro que duas malas, por si só, já dá um trabalhinho para carregar sozinha… Angela viajou com Löic, mas o namorado dela foi me levar na estação de trem e Denise foi lá para me ajudar a carregar as malas.

A viagem de TGV foi extremamente confortável. Eu até cochilei! Tudo bem que estava mesmo exausta, já que só tinha dormido umas 4hs por causa das malas, mas a cadeira é muito, mas muito confortável mesmo.

Chegada à Gare de Lyon às 17:01, como previsto… puxando minhas duas malinhas… beleza. Vamos procurar um taxi para chegar em casa. Tome fila de mais de quase uma hora… Depois o taxi me explicou que o problema era que tava tendo um parada gay tomando todo o 5éme, o que dificultava o acesso à Gare… e não só a Gare, como também ao local que eu estava indo, por tanto era necessário fazer uma volta maior do que o normal, se não não dava para chegar lá. Além disso, ainda teve um outro contratempo… O taxista não conhecia a rua (que é mesmo muito pequenina) e teve que procurar no mapa… em dois, já que o primeiro não mostrava a rua. Enfim, no meio do percurso descobri que o taxista era português. hehehe. Claro que ele quis falar português comigo.

Bem, vencida essa parte, consegui chegar na casa às 18:40. E ai? Surpresa! Liguei e não tinha ninguém em casa. Uma senhora que mora no mesmo prédio chegou e me deixou entrar. Dois minutos depois o dono da casa chegou e o problema foi resolvido, mas o susto inicial foi enorme. Ele me ajudou a subir minhas malas (o apartamento é no 3o andar e não tem elevador), me mostrou meu quarto e o banheiro, me deu a chave da casa e disse que a mulher dele chegava já para falar comigo. Fiquei arrumando minhas roupas no armário. Meu quarto tem frigobar e tv com dvd. Só faltou a vista pra Torre Eiffel. :lol: A madame chegou e me orientou rapidamente com uns mapas, me mostrando onde eu podia ir jantar por perto e disse que tava muito cansada porque ela é aeromoça e tinha acabado de chegar do México e falava direitinho comigo pela manhã.

Realmente, no outro dia de manhã, quando eu acordei ela tava de pé, me mostrou tudo para tomar café e fez uma lista das coisas que eu gostaria de comer de manhã. Me deu um mapa do quartier e apontou como eu chego na escola (são só três estações de mêtro!). Depois me mostrou onde é a padaria, os dois supermercados pertinho e o mêtro.

Eu aproveitei para fazer logo o caminho da escola — seria melhor procurar com tempo do que se perder de manhã cedo. Mas não tem estresse, achei muito fácil. Com a tarde inteira livre, fui direto para a Torre Eiffell. Não tinha como querer que eu fizesse outra coisa, né?

Mas tava completamente lotada de gente. Não tive coragem de entrar na fila. Volto outro dia. Então fui procurar as informações ao turista, a minha amiga de todas as horas… :) Bem, eu só sabia que era a 50 metros do Louvre, mas achei que não teria dificuldades em achar. Sonho meu. Sai do mêtro e dei de cara com a pirâmide invertida, mas não consegui tirar foto porque tinha muito turista fazendo a mesma coisa que eu. Fica para quando eu for visitar o museu de verdade. Enfim, subi para o Louvre, andei para um lado, tirei foto com a pirâmide, andei pro outro e tirei foto do arco… e nada. Dei a volta por fora, e nenhum sinal. Me dei por vencida e desci de novo para pegar o metrô de volta. Olhei de novo para a pirâmide invertida e quem aparece na minha frente, logo ali atrás? Ela mesma. Quase tenho um troço por não ter visto antes. Acho que tava entretida demais com a pirâmide. Enfim, me muni de uns 500 panfletos e trouxe tudo para estudar em casa. :mrgreen:

Na volta, passei pelo Montparnasse pra saber onde é e voltei à pé de lá. É bem pertinho!

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FAQ

Andei recebendo umas perguntas… Achei que seria uma boa fazer uma sessão exclusiva para as respostas. Se alguém tiver mais perguntas, pode escrever nos comentários que eu atualizo esse mesmo texto com as respostas.

1 – que tipo de bichos vc consegue ver nas viagens de trem? (vale para bichos de asas, de penas, de pelos, 4 pernas, 2 pernas, cabeludos, carecas, cabelos azuis e verdes, tatuados, motoqueiros, mauricinhos e patricinhas, etc..) ou seja, gostaríamos de conhecer a fauna local…
Hmmm… Bem, pela janela do trem, só me lembro de ter visto umas vacas, mas acho que foi só uma vez na Suiça. Dentro do trem, aí tem de tudo. É Europa, né?

2 – quem está tirando as fotos q vc aparece mais de longe?
Ora, depende. Se tiver alguém comigo, a resposta é óbvia. Se eu estiver sozinha… sei lá! Qualquer pessoa no meio da rua. Como diria Denise: “de preferência japonês com cara de turista e outra máquina fotográfica na mão”.

3 – os castelos tem cheiro de mofo?
Todos o um castelo que eu visitei? Porque o de Locarno não conta, era só a fachada… Bem, Chillon tinha mofo e teia de aranha, sim.

4 – o que eles bebem por aí? no barzinho, por exemplo… se a caipinha é muito cara, rola caipivodca? vinho? cerveja? só água? alguma novidade?
Água é muito caro! Bem, tomam muita cerveja, que comparando com o preço da caipirinha é barata, mas comparando com o preço do Brasil é muito cara. Vinho geralmente se toma nos restaurantes e, às vezes, é até mais barato que os refrigerantes. No mais, também bebem outros desses drinks, como piñacolada, mas também é tão caro quanto caipirinha.

5 – em algum lugar vc falou q estava rolando um churrasco. Teve quem olhasse um monte de foto procurando prá ver a carne e conhecer a churrasqueira. E aí, detalhes: era frango, peixe, carne de vaca, de veado? como é o corte? qual é o ponto? qual a altura da chama? fica queimado por fora? é muito salgado? fotos da carne assando…
Désolé, mas, pra falar a verdade… eu não fui olhar. Mas a foto que tem a barraca da churrascaria é essa. Dá pra ler na faixa: Churrascaria Boi Bravo.

6 – naqueles lagos da suiça há peixes? de q tipo? se pode pescar? tem que ter licença?
A parte da licença eu não sei, mas foto de gente pescando eu até já tirei! hehehehe.

7 – e o albergue, com aqules beliches todos…
a) há hora máxima prá entrar, ou passa a noite toda abrindo e fechando porta?
Bem, nos que eu fiquei, não tinha hora máxima para entrar, mas tinha hora para apagar as luzes e não fazer mais barulho (era das 23hs às 6hs)
b) que lingua se fala, todas?
Todas, nenhuma… No de Lugano tinha muita gente no quarto e ninguém se falava a menos que já se conhecesse. No de Lyon, com bem menos gente dentro do quarto, todo mundo se cumprimentava em inglês.
c) quem decide se a janela fica aberta ou fechada?
Ih, não sei. Mas também não vi nenhuma guerra a esse respeito.
d) como fica depois que todo mundo deita?
Todo mundo dorme?
e) Tem gente q fala dormindo?
Não ouvi ninguém.
f) tem “pum”?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

top Suiça

Dentro de um trem chiquérrimo e extremamente confortável, indo para Paris… hora de relembrar os momentos suiços mais marcantes.

Festival: Difícil de escolher. O de Genebra foi o “mais suiço”, o de dança latina de Lugano foi o mais engraçado… mas acho que o que eu vou lembrar mesmo vai ser o Festival de Cinema de Locarno.

Museu: O mais diferente e memorável foi o Musée de l’Art Brut em Lausanne.

Sem noção: Suiços-alemães. Tá não dá pra dizer que são todos… mas eu diria que 80% dos que eu conheci.

Castelo: Chateau de Chillon, mas também foi o único inteiro que eu vi… :P

Igreja: A combinação Catedral + vista da Maddona del Sasso de Locarno é imbatível. ;)

Trem: Os 40 minutos que ligam Genebra e Lausanne. Foi minha primeira viagem, que lançou um patamar altíssimo de acordo com o qual todas as outras viagens de trem foram comparadas.

Frustração: Interlaken. Sem comentários. :roll:

Atividade: Parar o trânsito! Hehehehehe. É só colocar o pé na rua. Era um hobbie de uma brasileira que eu conheci. :lol:

Lago: Não sei se esse país tem mais montanha ou lago… mas nessa última categoria, eu fico com o meio suiço, meio francês Léman, que banha Genebra, Lausanne, Montreux…

Montanha: Num país cuja maior atração são os alpes, o Matterhorn é mesmo imperdível.

Cidade: Berne. :mrgreen: A capital é também a cidade mais legal do país. Mesmo se tudo fecha às 17hs.

Três dias na Suiça
Comece pela cidade internacional de Genebra, pra ver a sede da ONU e a Cruz Vermelha. No segundo dia é hora de ir para Zermatt e subir até o ponto mais alto da montanha. Para finalizar, Berne, com seus ursos e seu gênio. Tem mais tempo? Locarno e Lugano.

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tudo ao mesmo tempo

Último fim de semana na Suiça, últimos dias do meu passe de meia-passagem, última chance de ver alguns dos pontos mais marcantes da Suiça… não tinha como deixar passar.

O final de semana começou logo cedo na sexta-feira. Eu e Denise faltamos a aula e pegamos um trem de 3hs e meia para Zermatt, cidadezinha que não tem nada exceto a montanha mais famosa do país: Matterhorn, também conhecida como a montanha do Toblerone. Subimos no teleférico mais alto da Europa (3883 metros! -7 graus!) e batemos milhões de fotos com os alpes suiços ao fundo.

À quase 4000 metros do chão, dá para sentir o peso da gravidade te puxando para baixo. Subir a escadinha até o terraço de visão panorâmica foi quase uma tortura… Ah, também foi a primeira vez que Denise viu neve. Parecia uma criança. Lá em cima da montanha tem uma “caverna” que chamam Palácio de Gelo. Entramos para olhar e descobrimos um monte de esculturas em gelo enormes — Budda! coelhinho da páscoa! gavião! um balcão…?

Olhamos para o relógio e já estava na hora de voltar. A ida tinha sido muito tranquila, mas a volta foi com os teleféricos lotados de esquiadores… um inferno. Depois de voltar ao solo, almoçamos alguma coisa (já era mais de 4hs da tarde!) e ai começou o problema… eu fiquei meio tonta e Denise ficou muito enjoada. Acho que fui tudo efeito dos 3883 metros de altitude…

No total, passamos cerca de 5hs em Zermatt. Mesmo com todo o enjôo, pegamos o trem, dessa vez um viagem de umas 4hs até Romont, onde encontramos Gil e assistimos o último show de Valéria Oliveira aqui na Suiça. Dessa vez foi num pequeno teatro, bem diferente do bar da semana anterior. Dormimos na casa de Gil e no sábado fomos para Interlaken.

Interlaken, como o nome já diz é uma cidade entre dois lagos (lago 1 e lago 2). Mas nem se iluda como eu, achando que dá para colocar os dois numa foto só, porque não dá. Eu fiquei frustrada. Sem contar que a cidade não tem lá muita coisa para fazer a não ser esportes de aventura, que custam muito, mas muito caro. No fim das contas, eu e Denise almoçamos e andamos um pouquinho pelas ruas da cidade antes de ir embora em tempo récorde: só passamos 3hs na cidade. Ah, não tinha nada lá… Tá, pra não dizer que não tinha nada, tinha um jardinzinho zen. Mas tenho que admitir: são os cartões postais mais baratos da Suiça. O que eu mais gostei da cidade, na verdade, foi a vista para as montanhas… acho que ainda tava no clima do dia anterior. :mrgreen:

De lá Denise foi para Bern e eu fui para Lucerne. Me encontrei com Mário e a família dele, que me levaram para jantar num restaurante português. No dia seguinte, eles me levaram para fazer um citytour por Lucerne. Foi todo mundo, inclusive o filhinho de quase seis anos de idade. Andamos pela cidade antiga e pelas muralhas e torres que protegiam a cidade no período medieval. Depois eu insisti para ir ver a famosa (para mim) estátua do leão, que vovó Mahylde tanto elogia. Eles não conheciam… Mas acabamos achando.

Do lado tem ainda um museu sobre os alpes suiços, misturado com uma parte muito divertida (mas que não tem nada a ver com os alpes) de espelhos. Depois passamos pelas famosas (essas sim de verdade) pontes e do lado do rio.

Contagem final desses três dias: Uma montanha, dois lagos, um rio e muito trem. Uma boa maneira de me despedir da Suiça.

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um dia em Bern

Bern, além da capital da Suiça, é provavelmente a cidade mais legal do país. A cidade é muito bonitinha, muito fácil de andar e com muita história pra contar.

Cheguei em Bern mais tarde do que eu gostaria, mas ainda em tempo de pegar o citytour da manhã, pela cidade velha. Vimos o muro da cidade, ou melhor, algumas torres que ainda sobraram da muralha, o palácio do governo (que estava em reforma), o teatro (é o prédio mais longe), as famosas arcadas (que basicamente são calçadas cobertas… muito úteis por sinal)… Paramos na torre do relógio astrológico para ver a troca de hora.

Em todo o trajeto, vimos várias fontes de meio de rua, que, sim, são uma especialidade suiça… mas em Bern tem bem mais que a média, inclusive umas… no mínimo estranhas.

A última parada foi a Catedral, que tem uma entrada impressionante. Terminado o citytour, aproveitei que já estava na Catedral e subi a torre para a visão panorâmica obrigatória.

En suite, resolvi visitar a casa de Einstein. Ele morou em Bern por 17 anos, e inclusive formulou a Teoria da Relatividade aqui, logo… ele está em toda parte. Essa casa foi o lugar onde a família dele morou por muitos anos. Hoje é um pequeno museu.

De museu para museu, foi direto para o maior da cidade, que estava tendo uma exposição temporária sobre… adivinha? A vida de Einstein. E no jardim, do lado de fora? O Parque da Física.

Mas, antes que se pense o contrário, o verdadeiro símbolo da cidade é o urso, porque o fundador da cidade saiu para caçar um dia e resolveu que o nome da sua nova cidade seria o mesmo que o do primeiro bicho que ele pegasse. Ele pegou um urso. E esses bichinhos estão por toda parte: bandeiras no meio da rua, bonecos na frente de restaurantes, estátuas das fontes e, finalmente, no Bear Pitt, onde eles são de verdade.

Depois fui direto pro Jardim das Rosas, cuja atração principal é, na verdade, a linda vista da cidade.

Pra terminar o dia bem… Jantar chiquérrimo seguido de show de Valéria Oliveira. Gil que estava produzindo e me convidou para ir assistir. Teve direito a parabéns para você para Gil, que tava fazendo aniversário. E todo mundo sambou no meio do bar e tudo!

Voltei para dormir na casa de Gil e no domingo teve almoço de aniversário muito animado e cheio de gente.

5a do vinho

Visitei os vinhedos que tem aqui perto de Lausanne com Denise e Mário. Tem foto, claro!

Eles ficaram frustrados porque só teve uma loja aberta, mas, pra mim, que não ia comprar nada mesmo, foi melhor assim. :wink:

Enfim, quinta-feira bem básica… :lol:

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QR no estilo suiço

Eu tenho amigos em Natal que adoram “quebrar a rotina” na segunda-feira. Acho que eles vão gostar de saber que, nessa segunda, eu fiz uma “QR suiça”: fiz um passeio de barco e fui visitar um castelo numa cidade próxima à Lausanne. Olha eu e Denise almoçando no barco

Foi meu primeiro castelo de verdade, já que o de Locarno era só a fachada mesmo. :wink:

O Château de Chillon foi construído em Montreaux em meados do século 12. Entre seus visitantes célebres estão Jean-Jacques Rousseau, Mary Shelley, Victor Hugo, Alexandre Dumas e Byron. Esse último escreveu um dos seus poemas mais famosos, “Le Prisonnier de Chillon”, inspirado pelo Castelo.

Fotinhos da porta pequeninha (tudo dentro do castelo era pequeno), dos desenhos da parede do calabouço, das armaduras dos cavaleiros e da vista da janela. E especialmente para Fernando: uma pessoa pescando perto do castelo!

Tudo teria sido muito tranquilo se o barco que faz o trajeto não tivesse quebrado… calma, eu não estava dentro, mas fiquei esperando uma hora sem nenhuma notícia na frente do Castelo… :roll:

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