Portugal, take 2
Sexta-feira e sem planos para o fim de semana… Fui na estação de trem e comprei uma passagem para Portugal.
Sai no sábado de manhã bem cedinho no pior trem da Europa inteira. Fui até Coimbra. Primeira coisa a fazer, como sempre: procurar as informações ao turista… só que isso se provou um trabalho impossível. Tinha o endereço de dois pontos. Quando cheguei ao primeiro, haviam se mudado… Fui ao segundo: mesma história. Dessa vez tinha um mapinha para dois novos locais… Vale. Bati foto do mapa e fui seguindo até o novo primeiro… só que o local simplesmente não existia.
Nessa altura do campeonato, eu já tinha andado a cidade praticamente toda. Já tinha passado por: Praça da República, arqueduto e estátua a João Paulo II, Praça Dom Dinis e universidade (confesso que adorei o telhado colorido…
Então entrei na biblioteca da universidade e acabei conseguindo um mapa por lá… Mas o outro ponto de turismo estava muito longe, as ruas estavam muito vazias e o último ponto turístico que eu queria visitar também estava meio fora do alcance… desisti e peguei um ônibus para a estação de trem… e peguei o primeiro para Fátima.
Aqui vale dizer que (a) eu não tinha planejado ir à Fátima, então não tinha estudado o meu guia e (b) eu ainda não sabia onde iria dormir naquela noite. Então, durante a viagem de trem, liguei para vovó, que tem uma amiga no Porto, para ver se eu podia dormir por lá… Mas vovó não estava conseguindo falar com ela.
Bem, voltando à Fátima… Se algum dia você for à Fátima, não vá de trem. Permanentemente proibido. Porque a estação é muuuuuuuito, mas muuuuuuuito longe do santuário, então a pessoa fica obrigada a pagar um táxi pra chegar até lá… Uma droga.
Mas o santuário é muito bonito mesmo. E enorme!
Acabei conhecendo um senhor de uns 70 anos que foi me explicando tudo enquanto me contava toda a sua vida. Hora de se lembrar que eu sou psicóloga formada? hehehehehehe. Mas foi ótimo, já que ele, além do santuário, me mostrou onde era a rodoviária (e me poupou um dinherão na brincadeira) e o supermercado (para comprar mantimentos para a viagem! hehehe!). Ele também me disse que não me preocupasse com lugar para ficar no Porto. Que era só eu sair na rua da estação onde o ônibus ia me deixar e entrar em qualquer um dos lugares com placas de “residência” — e ele inclusive me recomendou uns nomes que ele lembrava. Bem, dito e feito. O primeiro que eu vi era São Jorge, um dos nomes que ele tinha mencionado. Por fora essas “residências” parecem pequeninas e meio malcuidadas, mas como o senhor disse que não tinha problema… Entrei. Vou te contar, ainda não tinha dormido tão bem e tão barato em toda a Europa.
Domingo no Porto. Acordei sem mapa da cidade e sem saber direito nem onde eu estava. Sai da “residência” e dei de cara com um daqueles ônibus de turista. Entrei sem pensar duas vezes e fui seguindo o trajeto. Passei pelo Palácio de Cristal, onde estava tendo uma exposição muito boa (que vai rodar toda a Europa) sobre DaVinci. Depois passeamos pela beira do rio e pelas pontes.
E especialmente para Fernando: gente pescando aqui também. hehehehehe.
No meio do caminho conheci uma brasileira por lá que também estava fazendo o passeio (claro!) e acabamos o passeio ao mesmo tempo. Então fomos ver a tal Árvore de Natal da qual os portugueses não param de falar. É a maior de algum canto… Portugal? Europa? Mundo? hehehehehe. Ouvi todas as possibilidades, mas creio que do mundo não é. Um guarda me disse que a do Brasil era maior. Enfim, é o primeiro ano que fazem isso e acenderam há pouco tempo, então no horário marcado para ela começar a piscar, tem um monte de gente no meio da rua olhando para a árvore. Sem contar que o engarrafamento que está ocorrendo porque os carros simplesmente param para olhar a árvore e bater foto… tsc tsc tsc. Coisa de português mesmo.
Falando nisso, a maior coisa de português de toda a viagem: achar a rodoviária para voltar para casa, que não era a mesma em que cheguei. O ônibus saia às 21hs. Comecei a procura às 17h, pelo escritório da polícia do turismo. Eles me indicaram um lugar. Fui. Não era lá. Me mandaram para outro. Fui… e também não era lá. Me mandaram para o outro lado da cidade… ainda bem que dessa vez era. Cheguei lá às 20hs. Já pensou se não tivesse ido procurar com tanta antecedência?


