espanha


que calor!

Puente na quinta, fim de semana prolongado. Sul da Espanha, lá vamos eu e Fernanda.

As três cidades que nós visitamos, são, na verdade, bem parecidas. Todas tem as mesmas características: uma influência árabe pesada e muitas, mas muitas laranjeiras!

Primeira parada: Córdoba.

Ela tem umas ruazinhas estreitinhas e tanta cigana
no meio da rua que dá medo… Aqui na Espanha elas sempre tentam dar umas plantinhas pra gente na tentativa de acabar roubando alguma coisa… ou pelo menos é isso que sempre avisam pra gente. Enfim. Monumentos importantes da cidade? Uma
mesquita sem lá muita coisa, um alcazár com uma vista bonita (tá, o jardim era legal também), e uma catedral com um teto divertido. Também tem uma praça que Cervantes mencionou em Dom Quixote… e a Plaza Mayor não chega nem perto da de Salamanca. E a frase célebre do Rei da Espanha está por todo lugar, inclusive nas paredes.

Segunda parada: Granada.

A maior parte do dia foi passado na Alhambra… na qual nem chegamos a entrar. Acredite, tentamos comprar os ingressos com mais de um mês de antecendência, mas simplesmente já estavam esgotados. Tivemos que nos contentar só com os jardins… que já são muitos e muito bonitos.

Eles também trazem umas vistas bem emolduradas da cidade junto. Depois da Alhambra, um breve passeio pelas ruas, com destaque para a panorâmica mais legal da cidade.

Para finalizar o tour do Sul da Espanha, um dia em Sevilha.

Começamos pela praça dos touros, com direito a ver a arena por dentro. Depois uma caminhada pela beira do rio, passando pela torre e indo até a Plaza de España, que não é uma das Plazas Mayores desse país, mas é tão bonita quanto uma.

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Em vez de ser quadrada, como uma Plaza Mayor, ela é em formato de meio círculo, e ao seu redor tem azulejos pintados para cada grande cidade espanhola. Esse é o de Salamanca.

Continuando o passeio, Catedral e Girona, ambas vistas por só fora porque estavam fechadas por causa do feriado. Ainda entramos no Alcazár (de graça para quem é estudante, diga-se de passagem), com os jardins também belíssimos e enooooooooooooormes… sério, a sensação é que a gente tinha saído da cidade, chegado na África, talvez. E essa passagem, com certeza, dava no Amazonas.

Para terminar bem o dia (e o tour), show de flamenco sevilhense!

filme do Tim Burton

Mochilinha arrumada, passagem comprada, tudo pronto para ir para Vienna. Sai de Salamanca no último trem para Madrid, me encontrei com Fernanda e passamos a noite no aeroporto, já que o vôo saia às 6 da madrugada. Beleza. Dormimos no chão. Paciência. “Acordei” com dor de cabeça e com a garganta ruimzinha. Claro. Até aí não estava reclamando. Pegamos o vôo, chegamos à Barcelona, para finalmente pegar o vôo para Vienna. Só que, detalhe básico, tínhamos que trocar não só de vôo, mas de aeroporto. Não precisa nem dizer que isso foi um desastre, né? Corremos muito, mas chegamos no aeroporto de Girona 15 minutos depois que o vôo saiu… :mad:

E agora? Bem, como ainda não conhecíamos Barcelona, ficamos por lá mesmo. Depois dessa brincadeira de ficar passeando em aeroporto, já era finzinho de tarde. Então fomos andar. Começamos na Plaza Catalunia e fomos caminhando pela Ramblas, que é cheia de gente, não só pedestres mais também artistas de rua e quiosques vendendo de tudo, inclusive pintinhos. Quase uma festa de interior. Muito divertido. Descemos a rua toda, até o monumento à Colombo e a beira o Mar Mediterrâneo.

O sábado começa cedo. Sagrada Família logo de cara. Alguém me explica porque eu tive que pagar para entrar numa igreja que nem terminada está? Alguém? Porque eu não consigo. Tudo bem que é a obra-prima de Gaudi e tal, but still. A melhor parte foi subir no andar exterior de cima e bater foto da paisagem e dos vitrais. :mrgreen:

Segunda parada no tour de Gaudi: Parque Guell. Muito lindo. E não paga para entrar. :razz: A parte das pedras é muito legal, e os móveis da casa de Gaudi podem ser estranhos, mas o pátio é mesmo único.

Outras fotos célebres de Barcelona (e do Parque Guell): a onda e o dragão.

Continuamos com La Pedrera, onde o divertido mesmo é o teto. :smile: Alguns exemplos. Lá já é bem perto da Casa Batlló, que tem a fachada mais divertida que eu já vi. Me senti num filme de Tim Burton. Gostaria de ter entrado, mas cobrar 25 euros para entrar numa casa é uma prática que eu não apoio, logo… me recusei. :twisted: Mas assim mesmo, só a fachada já é suficiente para justificar a viagem.

Para terminar o dia, passamos pela Vila Olímpica… a primeira coisa do dia que não tem nada a ver com Gaudi. :lol:

Domingo de manhã, antes de ir embora, ainda visitamos a Catedral do bairro gótico, e confesso que foi uma das minhas catedrais favoritas na Europa inteira. Não pela igreja em si, mas pelo jardim. Olha que coisa linda!

Antes de ir para a estação de trem e encarar 11 horas de viagem de volta à Salamanca (com direito a três filmes para ajudar a passar o tempo), passada rápida pelo Arco do Triunfo, só para matar as saudades do irmão francês dele.

cidades medievais

Em dois fins de semanas seguidos fui à duas cidadezinhas medievais aqui por perto.

A primeira foi Toledo, que tem uma muralha muito bem conservada rodeando toda a cidade. Claro que é a primeira coisa que se vê quando se chega na cidade, e, na minha opinião, também é a que mais chama atenção no local. Fora isso, também visitamos a catedral… e lá dentro eu e Mariana, outra brasileira que também foi, nos perdemos do restante do pessoal. Então andamos um pouco pela cidade por conta própria e tiramos um monte de fotos… hehehehehe. Mas, vai, também não é como se a cidade tivesse muito mais o que ver fora isso… :razz:

Segunda viagem: Segóvia. Dessa vez fui só com duas brasileiras, Luciana e Isabella. Luciana é da minha sala… e de Natal! E ainda por cima foi aluna da minha mãe! Que coincidência! Mas, voltando, Segóvia… Então, o arqueduto é legal. :wink:

Fora isso, passamos na frente do Alcazar, que foi a primeira coisa que parece um castelo de conto de fadas que eu vi na Europa, mas não entramos. Mesma coisa na catedral. Ah, aqui tudo paga para entrar (um absurdo! eu não paguei para entrar na Notre Dame, porque vou pagar para entrar nessa?), e nada disso é especialmente famoso, então nos contentamos em ver de fora… Ah, segundo Luciana, essa casa também é famosa, apesar de eu não ter entendido bem porquê. Bem, claro que ai sobrou muuuuuuuito tempo, então ficamos jogando papo pro ar sentadas nos pés do arqueduto.

vida aquática

Segunda semana, segundo desastre aquático…

Estava eu muito bem no meu quarto, quando começo a ouvir um barulho estranho vindo do chuveiro (sim, meu quarto tem chuveiro e pia, mesmo sem ter banheiro). Ignorei. Mas o barulho não passava… Quando finalmente fui ver o que era, encontrei meu chuveiro inundado! A água tinha subido não sei como… Ai a dona da pensão começou a mexer, com e sem um desentupidor… quando a água começou a baixar, a minha vizinha do lado aparece no corredor, ainda enrolada na toalha. A água tinha começado a subir no quarto dela! Ai ficou naquela brincadeira… quando baixava aqui, subia lá… baixava lá, subia aqui… Quando finalmente baixou aqui e lá, escutamos a campainha… são as vizinhas de baixo, para contar que está tendo um vazamento enorme lá! Depois de muita confusão, resolveram chamar um encanador. Só que isso já era de noite… Para não ficar no meio da confusão, resolvi sair com o pessoal e quando voltei já estava tudo bem. Depois fiquei sabendo que o encanador tinha acabado de ir embora quando eu cheguei, e tinha passado a noite por lá! :lol:

Sério, depois disso, cheguei à conclusão óbvia que tudo acontece na Espanha.

meu primeiro puente

Então, feriado na quinta… Para aproveitar o puente, Fernanda veio à Salamanca na sexta. Como eu ainda não conhecia os pontos turísticos, aproveitamos e fizemos um citytourzinho… O curioso é que as coisas mais importantes de Salamanca são os detalhes, como o astronauta da fachada da catedral, a rã da fachada da universidade, as conchas da “Casa das Conchas”… Mas confesso que, para mim, o lugar mais bonito da cidade é mesmo a Plaza Mayor.

No sábado, exploramos Madrid. Fernanda tá morando aqui há alguns meses e foi minha guia particular. Começamos pela Puerta del Sol, com a estátua do ursinho e o marco zero. Depois andamos até a Plaza Mayor de lá (parece que toda cidade espanhola tem uma…). Daí passamos na frente do palácio, mas a fila para entrar estava dando volta em quarteirão… então passamos direto para a catedral. Depois seguimos para os jardins que eu já esqueci o nome… (Fernanda, me dá cola? :oops: ) Depois a praça que tem as estátuas de Cervantes e Dom Quixote e Sancho Pança. :mrgreen: Para terminar o dia, fomos até a Plaza de Toros, onde, como o nome já diz, acontecem as touradas. Mas tinha um circo (!) montado na frente e estava fechada para visitações… Então tivemos que nos contentar com a foto por fora mesmo.

De noite Fernanda me levou para sair com as amigas dela. Jantamos na casa de Elena, espanhola, que depois nos levou para uma festa cubana onde tocavam salsa. E no final da noite, tradição espanhola: chocolate con churros! No outro dia, era hora de voltar para Salamanca… o que se provou uma tarefa mais difícil do que se pensa. Fiquei feito uma bola de ping-pong da estação de trem para a de ônibus procurando passagem… até que finalmente consegui uma para um dos últimos trens da noite, e ainda tendo que trocar em Ávila… mas paciência. Pelo menos cheguei, e agora aprendi que Espanha não é Suiça, e passagem de trem tem que ser comprada com antecedência para não correr o risco de simplesmente não ter!

Balde d’água na cabeça

Primeira semana espanhola bem agitada.

Fato engraçado #1: Cheguei no sábado, e no domingo entraram no horário de inverno… logo, deveria ter atrasado meu relógio em uma hora. Mas ninguém se lembrou de me avisar isso… Então passei mais de uma hora sem saber se tinha ou não almoço na residência no domingo, para depois, quando eu desisti de esperar, virem brigar comigo perguntando porque eu ainda não estava na mesa. :!:

Fato engraçado #2: Vou pra aula na segunda-feira e já descubro que já tem um feriado na quinta. Como assim? Eu mal tive aula!

Fato engraçado #3: Véspera de feriado, saio com minhas colegas de turma. Em determinado momento, sentamos na calçada para jogar conversa fora e, cinco minutos depois, sentimos aquela coisa fria na cabeça. Água! Jogaram um balde de água nas cabeças da gente! :lol: Pra quem achava que isso era estereótipo de filme…

Indo para a Espanha

Na sexta-feira comecei a ir para a Espanha… Ou melhor, na quinta-feira, já que fui passar a noite no aeroporto. É, passar a noite, porque dormir com a malinha do lado era impossível. O check-in abriu às 4 da manhã e o vôo para Paris saiu às 6hs. Voltei para pegar minha segunda malinha, que eu tinha deixado por lá. Depois fui para a escola, usar a internet e encontrar o pessoal… Passei a tarde enrolando no apartamento das meninas até a hora de pegar o trem para Madrid, que só saiu à noite. Sorte que tinha “leito” e eu pude dormir… mesmo que não muito bem.

Chegamos em Madrid por volta das 10 da manhã, e eu ainda tive que pegar outro trem para Salamanca, o que se provou uma tarefa dificílima, já que eu estava com minhas duas malas e minha mochila e simplesmente não havia lugar para bagagem no trem… Ainda consegui colocar a mala pequena no bagageiro em cima da cadeira. A mala maior foi no lugar que deveriam estar minhas pernas, que foram, por sua vez, por cima da mala, e minha mochila… bem, era a cereja do sorvete, por cima de tudo.

Em Salamanca, não tinha mais condições de carregar tudo e finalmente cedi e peguei um taxi. Como sempre, conseguir entrar em casa foi um problema… Dessa vez, apertava a campainha da residência… de novo… mais uma vez… e nada. Passou um senhor e deixou a porta do prédio aberta. Entrei, para evitar o frio. Sabia que era no segundo andar, então comecei a levar minhas coisas para lá. Quando estava subindo a última mala, a dona da residência chegou e veio subindo atrás de mim. Ela perguntou logo se era eu a brasileira que ela estava esperando. Me mostrou meu quarto, me deu as chaves e logo perguntou se eu tinha orkut. :lol:

O cansaço era tanto, que logo depois do almoço (que aqui só começa às 2:30 da tarde), cai na cama e só levantei no dia seguinte.