January 2008
em família
Cheguei em Turin dia 1o, completamente exausta. Mesmo, assim, preferi não dormir para não bagunçar totalmente o horário dos outros dias. Fiquei na casa de Roberto, mas cheguei antes dele — ele tocou em um Reveillon em Roma. Passei um tempo com a esposa dele. À noite comemos pizza e fizemos um passeio pelo centro da cidade, que ainda estava toda enfeitada para o Natal, mas de formas inusitadas. Minha decoração favorita foi a do zodíaco.
No dia seguinte, fizemos outro passeio à tarde. Andamos até uma parte um pouquinho mais afastada, onde tem a ponte. Depois vimos um castelinho de estilo medieval, que fica dentro de um parque lindo.
De noite meus anfitriões tinham um compromisso, mas eu resolvi visitar um dos museus da cidade, o Museu do Cinema, que, aliás, é muito divertido.
No último dia, ainda deu tempo de mais um passeiozinho antes de pegar meu trem para o sul da França.
Veneza – take 2
Antes de viajar para a Itália, combinei com umas brasileiras que também estão fazendo curso em Salamanca para passarmos o Reveillon juntas em Veneza. Como elas eram muitas, ficaram de resolver os detalhes, como albergue, e nos comunicaríamos mais perto da data. Tudo bem. Eu já tinha passado por lá no Natal, mas, em nome da bagunça, voltei no dia 31.
Cheguei já no final da tarde. Estava tentando me comunicar com as meninas há alguns dias, mas os telefones estavam todos fora de área, e ninguém respondi mensagens pela internet. Para aliviar o peso, troquei de roupa na estação de trem e deixei a mala no guarda-malas de lá mesmo. E como a festa era na Piazza de San Marco, fui para lá tentar achar alguém conhecido. Procurei, procurei, procurei e nada. Perto das dez horas, desisti. Achei um restaurante que estava aceitando gente sem reserva (milagre!), fiz uma bela refeição e voltei para a praça.
O show estava começando. Tinha dois apresentadores, que falavam umas besteiras e apresentavam uns videos. Sendo Veneza a Cidade do Amor, nada mais natural que entitulassem a festa de Ano Novo de Reveillon do Amor, com direito a coraçõezinhos projetados nos prédios ao redor. Foi divertido.
À meia-noite teve fogos, e depois uma banda. A festa terminou perto das 2 horas da manhã. A praça ficou muito suja. Fui seguindo a maré de gente à caminho da estação. Todos os hotéis, pousadas, albergues e similares tinham placas de “lotado” na porta. Sem muita alternativa, acabei mesmo na estação de trem. Estava LOTADA. Sentei no chão, assisti uns filmes no meu ipod. Quando o guarda-volumes abriu, peguei minha mala e fui embora no primeiro trem para Turin.
Só pra terminar a história: depois que cheguei na casa de Roberto, vi uma mensagem das meninas no meu orkut, datada de 3 da tarde do dia 31, avisando que tiveram um problema e acabaram ficando em Florença, e prá eu ir encontrar com elas lá.
Fala sério, né?
Roma – take 2
Sem o grupo, voltei para dormir em Roma. Tinha programado visitar Siena no dia seguinte, mas acabei me enrolando na estação de trem (confusa!) e não consegui. Fazer o quê? Acabei pegando um ônibus turístico para procurar atrações que eu ainda não tinha visto. Enquanto estudava as paradas, acabei conhecendo duas brasileiras que estavam fazendo o mesmo percurso.
Demos uma volta completa, ouvindo todas as explicações. Na segunda volta, paramos logo na Boca da Verdade. Eu não podia deixar Roma sem testar minha mão.
Depois (de novo, para mim) ao Coliseu. A iluminação dos monumentos em Roma é muito boa.
Jantamos ali por perto e eu voltei para o hotel… era afastado de mais da cidade, e eu estava sozinha.
excursionando
Chegando em Veneza, me encontrei com o grupo no Hotel. Estava um pouco curiosa para saber que tipo de gente viria. Eu não fazia idéia nem de que língua seria falada nesse grupo. Qual não foi minha surpresa ao me deparar com um monte de gente da América Latina, de todas as idades. Famílias inteiras, inclusive as avós, todo mundo falando espanhol. E o guia falava português. Ficou tudo muito fácil.
Eles já vinham juntos desde Madrid, onde começou a excursão e eu peguei o bonde andando.
Era dia 24 de dezembro. Era para ter um jantar da excursão. Mas o guia descobriu que o restaurante estava fechado
, então o que é que cerca de 20 latinos fazem? Saem andando no meio da rua procurando um lugar pra fazer a festa. Passamos por um boteco qualquer — a primeira coisa aberta até então — e uma das senhoras resolveu entrar e se sentar. Todos os outros seguiram e, claro, eu fui atrás. As famílias me acolheram e, durante o jantar, vários deles (principalmente as avós) puxaram conversa comigo.
Falando em jantar, quando entramos no bar, alguém perguntou o que tinha pra comer lá. O garçom pensou um pouco e acabou oferecendo pizza, que, acredito eu, eles pediram em em diskpizza qualquer… mas o que vale é a intenção, né? Uma das mulheres ainda pediu para o garçom aumentar o volume e colocar alguma música latina. O pobre ainda tentou, mas o grupo não gostou da música e desistiu de tentar dançar. Voltamos para o hotel, porque o dia seguinte começava cedo.
Veneza
Visitamos Veneza pela manhã. Catedral, Piazza San Marcos (quem inventou que essa é mais bonita que a de Salamanca tinha perdido o juízo), Ponte dos Suspiros.
Descobri que tinha um único brasileiro no meio do grupo, que, pobre coitado, não falava espanhol e tava de saco cheio de não entender nada há mais de dez dias. Pulamos o passeio de gôndola (muito caro!
) e ficamos batendo perna (e nos perdendo) pela cidade.
Florença
Ainda antes do almoço seguimos viagem. Ritmo de excursão é bem puxado. Almoçamos num restaurante de beira de estrada, bem diferente dos que se acha nas estradas brasileiras. Chegamos em Florença há tempo de um verdadeiro jantar típico num restaurante meio fora da cidade. Tinha uma banda tocando música italiana e a comida estava bem gostosa.
Visitamos a cidade pela manhã. Só que dia 26 era feriado nacional de sei-lá-o-quê na Itália, e tava tudo fechado… só
abririam pela tarde, depois do nosso horário de ir embora. Confesso que foi meio frustrante ir para Florença e não poder ir no museu nem entrar na catedral. Vai ter que ficar para outra vez. Paciência. Pelo menos a cidade é bonita… e deu pra gente ver várias das estátuas famosas que tem por aqui, já que elas ficam em pátios ao ar livre. Além de, claro, alisar o javali, pra chamar dinheiro. Também adorei a vista de cartão postal de uma das pontes da cidade.
Roma
E como todos os caminhos levam a Roma… De Florença pegamos a estrada direto para lá, parando novamente para um almoço no caminho.
Chegamos à capital italiana já à noite, mas tivemos direito a um citytour noturno e a visão inesquecível da Fontana de Trevoli iluminada.
O dia seguinte começou já em outro país. Calma. Tudo bem que a excursão estava seguindo um ritmo alucinado, mas não foi pra tanto. Foi só o Vaticano… Como disse a guia, não precisou mostrar o passaporte, mas cruzamos a fronteira.
Foto do dia anterior à noite, do lado italiano da fronteira.
Começamos pelo museu, onde uma parte das estátuas tinha os olhos pintados (kinda freaky) e tem quadros até no teto. O museu leva até a Capela Sistina, que é lindíssima, mas também é proibidíssimo tirar fotos. Depois descemos para as catatumbas e direto para a Basílica de São Pedro… indiscritível. Apesar de que, acho que eu meio que me senti como em Notre Dame… mesmo linda e tal, mas… é grande de mais e tem obra de arte de mais. Sei não. Pra mim ainda parece mais um museu. Tá aqui a Pietá de Michelangelo. Ah, e fiquei com pena do pobre do São Pedro, que está ficando sem pé. Pena que não tirei foto disso.
Por sermos um grupo com guia oficial do Vaticano, pudemos entrar uma hora antes de todo mundo, enquanto aquela fila quilométrica se formava do lado de fora. Foi o momento que mais valeu a pena estar numa excursão, sem dúvidas. Bem, devido a esses privilégios, conseguimos fazer tudo isso antes das duas da tarde, deixando praticamente a tarde inteira livre. Eu e o outro brasileiro fomos, então, visitar o Coliseu.
Depois ainda caminhamos pela famosíssima Via del Corso e visitamos o Pantheon e mais umas duas igrejas pelo meio do caminho. A volta para casa que foi uma verdadeira aventura, com direito a passeio de bonde e de ônibus e ainda se perder à pé. Ô hotelzinho longe, viu?
Nápoles e Pompéia
Novo dia, nova aventura. Saímos cedo de Roma, passamos por Nápoles (tipo, citytour dentro do ônibus only, mal deu tempo de bater foto) e fomos para Pompéia. As ruínas são realmente impressionantes. E os pequenos detalhes são o que mais me chamaram a atenção. A guia local contou que acharam um forno fechado, com 86 pãezinhos carbonizados dentro. Inacreditável.
Pisa
O dia seguinte foi meu último dia com o grupo. Peguei uma carona com eles até Pisa, mas eles só deram uma rápida olhada na torre inclinada e foram embora. Eu fiquei, subi na torre, entrei na igreja e bati várias fotos… só fiquei um pouco frustrada porque não tinha quem batesse uma foto minha daquelas engraçadas, segurando ou empurrando a torre. Bummer. Mas, voltando ao que interessa… A primeira visão da Piazza dei Miracoli é mesmo de tirar o fôlego.
Where art thou, Romeo?
Todo o apelo turístico de Verona é simplesmente Romeu e Julieta. Ou melhor, é só Julieta.
Ora, uma coisa totalmente inventada, já que são personagens fictícios… ou não? O pessoal de lá jura de pé junto que foi tudo baseado em uma família que existiu, e esse é o famoso balcão da casa em que moravam.
As paredes da entrada do pátio do balcão são todas pixadas com mensagens de amantes.
Na verdade, Verona é uma cidadezinha adorável, muito bonitinha e bem conservada. Uma grande surpresa. Claro que o tal “balcão de Julieta” é o lugar mais visitado da cidade, mas ela ainda tem um castelo medieval e uma arena romana… Sem contar com habitantes muito simpáticos e pessoas do setor hoteleiro que falam inglês.
E muito hospitaleiros também. Cheguei atrasada no café da manhã mas me deixaram comer mesmo assim. E, tenho que dizer, foi o melhor café da manhã que eu tomei em toda a Itália. Isso porque era um “hotel-albergue”.
Como era véspera de Natal, todos os camelôs estavam dando brindes ou descontos… Comprei um cachecol de 3 euros e a moça ainda me deu um presentinho!
Depois do almoço segui para Veneza.
Do teto da Catedral
Dia 22 de dezembro começaram minhas férias de fim de ano… ou seja: vamos pro mundo! E agora é hora de conhecer a Itália.
Avião para Milão. Cheguei no aeroporto já de noite, e encontrei tudo fechado. Nada de informação para turista, nada nem de informação própria do aeroporto…
bem, ainda consegui achar um trem direto para o centro da cidade e de lá peguei um taxi até o albergue.
Fazer o check-in foi um trabalho à parte: me deparei com minha primeira lição de Itália: a maioria deles simplesmente não fala inglês. O check-in foi inteiro em italiano! Ou melhor, a moça tava falando italiano comigo, e já que ela não entendia inglês mesmo, eu comecei a responder em português.
Bem, deu pra resolver o problema.
No dia seguinte eu consegui um mapa de Milão lá pelo albergue e fui passear… Fui à Catedral, e confesso que minha parte favorita dela foi o telhado. Fiquei passeando por lá um tempão.
Na frente da catedral estava tendo… uma ginástica organizada para papais noeis?
Não sei. O que eu sei é que logo do lado tem uma das galerias de compras mais importantes (e chiques) da cidade. Só tem loja de marca e, claro, carérrimas. Comprei uns clips diferentes só pra dizer que comprei alguma coisa.
Almocei num restaurante que ficava meio por trás e, como em todo lugar da Europa, o serviço era péssimo e muuuuuuuito demorado. Tanto que um italiano que estava almoçando na mesa do lado sugeriu que eu fosse embora sem pagar, de tanto que tavam demorando para trazer minha conta.
Claro que não fiz isso, mas que sugeriram, sugeriram.
Da galeria chique, para o camelô. As ruas de Milão estavam cheias de barraquinhas vendendo besteirinhas… fui passear por uma delas para passar o tempo e dei sorte, porque fui dar de cara com a estátua de Garibaldi e o castelo! Mas não tem nada de muito interessante dentro… Mentira. Tem um museu. Mas não deu para eu ir olhar, porque já estava na hora de voltar para a estação e pegar meu trem para Verona!

