la belle ville
Chegada em Paris. Como não poderia deixar de ser, um tanto quanto conturbada… tô pra ver eu chegar em algum canto sem ter problemas (vide EUA e Lausanne).
Tudo começou na segunda-feira, quando eu comprei o bilhete de trem para Paris. Com a hora de chegada definida, tinha que avisar a família. Comecei a ligar… passei a semana inteira ligando e nada de alguém atender. O telefone da casa só chamava e o celular da madame só dava desligado. Na sexta de manhã, ainda sem sucesso, liguei para a escola em Paris. Eles conseguiram fazer contato (acho que ligaram no trabalho) e me garantiram que teria alguém em casa na hora que eu chegasse. Tá bom.
Problema #2: fechar as malas. É, porque tudo que eu trouxe + três casacos novos + nove cabides = desastre. Arrumei e re-arrumei as benditas malas três vezes até fazer tudo caber. Até agora não sei como deu. Fiquei com medo de quebrar os zipperes.
Claro que duas malas, por si só, já dá um trabalhinho para carregar sozinha… Angela viajou com Löic, mas o namorado dela foi me levar na estação de trem e Denise foi lá para me ajudar a carregar as malas.
A viagem de TGV foi extremamente confortável. Eu até cochilei! Tudo bem que estava mesmo exausta, já que só tinha dormido umas 4hs por causa das malas, mas a cadeira é muito, mas muito confortável mesmo.
Chegada à Gare de Lyon às 17:01, como previsto… puxando minhas duas malinhas… beleza. Vamos procurar um taxi para chegar em casa. Tome fila de mais de quase uma hora… Depois o taxi me explicou que o problema era que tava tendo um parada gay tomando todo o 5éme, o que dificultava o acesso à Gare… e não só a Gare, como também ao local que eu estava indo, por tanto era necessário fazer uma volta maior do que o normal, se não não dava para chegar lá. Além disso, ainda teve um outro contratempo… O taxista não conhecia a rua (que é mesmo muito pequenina) e teve que procurar no mapa… em dois, já que o primeiro não mostrava a rua. Enfim, no meio do percurso descobri que o taxista era português. hehehe. Claro que ele quis falar português comigo.
Bem, vencida essa parte, consegui chegar na casa às 18:40. E ai? Surpresa! Liguei e não tinha ninguém em casa. Uma senhora que mora no mesmo prédio chegou e me deixou entrar. Dois minutos depois o dono da casa chegou e o problema foi resolvido, mas o susto inicial foi enorme. Ele me ajudou a subir minhas malas (o apartamento é no 3o andar e não tem elevador), me mostrou meu quarto e o banheiro, me deu a chave da casa e disse que a mulher dele chegava já para falar comigo. Fiquei arrumando minhas roupas no armário. Meu quarto tem frigobar e tv com dvd. Só faltou a vista pra Torre Eiffel.
A madame chegou e me orientou rapidamente com uns mapas, me mostrando onde eu podia ir jantar por perto e disse que tava muito cansada porque ela é aeromoça e tinha acabado de chegar do México e falava direitinho comigo pela manhã.
Realmente, no outro dia de manhã, quando eu acordei ela tava de pé, me mostrou tudo para tomar café e fez uma lista das coisas que eu gostaria de comer de manhã. Me deu um mapa do quartier e apontou como eu chego na escola (são só três estações de mêtro!). Depois me mostrou onde é a padaria, os dois supermercados pertinho e o mêtro.
Eu aproveitei para fazer logo o caminho da escola — seria melhor procurar com tempo do que se perder de manhã cedo. Mas não tem estresse, achei muito fácil. Com a tarde inteira livre, fui direto para a Torre Eiffell. Não tinha como querer que eu fizesse outra coisa, né?
Mas tava completamente lotada de gente. Não tive coragem de entrar na fila. Volto outro dia. Então fui procurar as informações ao turista, a minha amiga de todas as horas…
Bem, eu só sabia que era a 50 metros do Louvre, mas achei que não teria dificuldades em achar. Sonho meu. Sai do mêtro e dei de cara com a pirâmide invertida, mas não consegui tirar foto porque tinha muito turista fazendo a mesma coisa que eu. Fica para quando eu for visitar o museu de verdade. Enfim, subi para o Louvre, andei para um lado, tirei foto com a pirâmide, andei pro outro e tirei foto do arco… e nada. Dei a volta por fora, e nenhum sinal. Me dei por vencida e desci de novo para pegar o metrô de volta. Olhei de novo para a pirâmide invertida e quem aparece na minha frente, logo ali atrás? Ela mesma. Quase tenho um troço por não ter visto antes. Acho que tava entretida demais com a pirâmide. Enfim, me muni de uns 500 panfletos e trouxe tudo para estudar em casa.
Na volta, passei pelo Montparnasse pra saber onde é e voltei à pé de lá. É bem pertinho!


Chegou Paris!!!! Thiago Ayres estava por aí esses dias… Ele está morando em Londres. Fiquei morrendo de inveja! Queria está aí também! É tudo muito lindo… Beijo e saudades!
P.S.: Quem fez aquelas perguntas… Você tem que dizer o santo!!!!!
Faz uma coisa pra mim… Vai na 5, Rue de Lille e tira uma foto da casa de Lacan pra mim. Beijo. Queria ver como é lá!
te amo, baixinha… saudades. Aproveite.