tudo ao mesmo tempo
Último fim de semana na Suiça, últimos dias do meu passe de meia-passagem, última chance de ver alguns dos pontos mais marcantes da Suiça… não tinha como deixar passar.
O final de semana começou logo cedo na sexta-feira. Eu e Denise faltamos a aula e pegamos um trem de 3hs e meia para Zermatt, cidadezinha que não tem nada exceto a montanha mais famosa do país: Matterhorn, também conhecida como a montanha do Toblerone. Subimos no teleférico mais alto da Europa (3883 metros! -7 graus!) e batemos milhões de fotos com os alpes suiços ao fundo.
À quase 4000 metros do chão, dá para sentir o peso da gravidade te puxando para baixo. Subir a escadinha até o terraço de visão panorâmica foi quase uma tortura… Ah, também foi a primeira vez que Denise viu neve. Parecia uma criança. Lá em cima da montanha tem uma “caverna” que chamam Palácio de Gelo. Entramos para olhar e descobrimos um monte de esculturas em gelo enormes — Budda! coelhinho da páscoa! gavião! um balcão…?
Olhamos para o relógio e já estava na hora de voltar. A ida tinha sido muito tranquila, mas a volta foi com os teleféricos lotados de esquiadores… um inferno. Depois de voltar ao solo, almoçamos alguma coisa (já era mais de 4hs da tarde!) e ai começou o problema… eu fiquei meio tonta e Denise ficou muito enjoada. Acho que fui tudo efeito dos 3883 metros de altitude…
No total, passamos cerca de 5hs em Zermatt. Mesmo com todo o enjôo, pegamos o trem, dessa vez um viagem de umas 4hs até Romont, onde encontramos Gil e assistimos o último show de Valéria Oliveira aqui na Suiça. Dessa vez foi num pequeno teatro, bem diferente do bar da semana anterior. Dormimos na casa de Gil e no sábado fomos para Interlaken.
Interlaken, como o nome já diz é uma cidade entre dois lagos (lago 1 e lago 2). Mas nem se iluda como eu, achando que dá para colocar os dois numa foto só, porque não dá. Eu fiquei frustrada. Sem contar que a cidade não tem lá muita coisa para fazer a não ser esportes de aventura, que custam muito, mas muito caro. No fim das contas, eu e Denise almoçamos e andamos um pouquinho pelas ruas da cidade antes de ir embora em tempo récorde: só passamos 3hs na cidade. Ah, não tinha nada lá… Tá, pra não dizer que não tinha nada, tinha um jardinzinho zen. Mas tenho que admitir: são os cartões postais mais baratos da Suiça. O que eu mais gostei da cidade, na verdade, foi a vista para as montanhas… acho que ainda tava no clima do dia anterior.
De lá Denise foi para Bern e eu fui para Lucerne. Me encontrei com Mário e a família dele, que me levaram para jantar num restaurante português. No dia seguinte, eles me levaram para fazer um citytour por Lucerne. Foi todo mundo, inclusive o filhinho de quase seis anos de idade. Andamos pela cidade antiga e pelas muralhas e torres que protegiam a cidade no período medieval. Depois eu insisti para ir ver a famosa (para mim) estátua do leão, que vovó Mahylde tanto elogia. Eles não conheciam… Mas acabamos achando.
Do lado tem ainda um museu sobre os alpes suiços, misturado com uma parte muito divertida (mas que não tem nada a ver com os alpes) de espelhos. Depois passamos pelas famosas (essas sim de verdade) pontes e do lado do rio.
Contagem final desses três dias: Uma montanha, dois lagos, um rio e muito trem. Uma boa maneira de me despedir da Suiça.


Oi, Lou,
vovó Mahylde está aqui comigo. Adorou as fotos do leão, agradece e manda mil beijos…