July 2007
allons à la plage!
Fim de semana animado.
Sábado fui num citytour à pé por Lausanne. Foi ótimo porque, depois de uma semana aqui e já tendo andado por aquelas bandas sozinha, foi mais fácil de entender o que são as coisas. Entramos na universidade (que antes eu só tinha passado pela frente), visitamos a Igreja de São Francisco fomos à catedral (onde tem a rosa que é motivo de orgulho para a cidade) e a vista na frente da catedral, e a estátua em homenagem ao “herói” de Lausanne, que eu esqueci o nome…
E muito importante: eu comi crepe suiço de chocolate suiço! No meio da rua! Não é o tipo de coisa que acontece todo dia… Très inouviable.
Domingo foi dia de passear! Fui visitar Gil, uma amiga brasileira de mamãe que mora em Fribourg. Fui de trem. A viagem é linda e dura mais ou menos uns 50 minutos.
Ela me mostrou a cidade: a catedral (por dentro e por fora); a rua das esposas fiéis (é um pedacinho de rua bem pequeno…). Isso aqui, acredite, é uma prisão… e a fonte (de água potável, é claro) na frente. E, claro, vistas lindas da cidade.
Depois disso pegamos os filhos dela (são três: Mariana, Luisa e Luca) e… fomos para a praia. É sério. Mas perai que isso precisa de um capítulo detalhado à parte.
Chegando na praia, o primeiro passo é estacionar. Depois é necessário seguir o caminho da floresta… mas não sem antes pegar o carrinho para carregar a farofada (as coisas por aqui são muito organizadas). E voilá! A praia! Sim, isso é a beira de um lago. Mas ninguém está procupado com a diferença ténica, não.
je vous présente Lausanne
A chegada na Suiça foi um pouco confusa. Desci do avião em Genebra e peguei um trem para Lausanne. A minha hospedeira disse que estaria na estação às 14:30, eu cheguei pontualmente às 14:25, me sentei num banco e fiquei esperando… Deu 15:00 e nada. Então fui no balcão de informações para turistas e expliquei a situação (em inglês, claro) e dei meu celular pra moça ligar pra Angela. Descobrimos que o problema foi que ela achava que eu chegaria no domingo! Mas ela disse que eu ficasse esperando que ela chegava em 40 minutos, e, realmente, ela chegou pontualmente depois de 40 minutos.
Na casa que eu estou mora ela, Angela, o namorado dela e mais dois estudantes. Um deles, Tobias, está indo para a mesma escola que eu, e é quem tá sendo meu tradutor oficial, já que ele também fala inglês. Mas ele já vai embora 15 dias depois da data que eu cheguei. O outro não está aqui estudando, mas trabalhando. Esse já vai embora no final dessa semana.
No dia que eu cheguei Tobias me convidou pra sair com os amigos dele, e eu fui. A parte ruim é que todos os amigos dele falam alemão, e passaram a noite inteira conversando nessa língua. A parte boa foi que um desses amigos era uma menina que nasceu na Itália, mas se diz meio-suiça e meio-brasileira e de vez em quando fala um pouquinho comigo. Mas ela também já vai embora no fim da semana. Parece que ninguém fica muito tempo por aqui mesmo.
No domingo, tio Sami e tia Sandra passaram por Lausanne e me pegaram para dar uma volta. Nós fomos na região do lago que liga a cidade à Genebra. É muito bonito.
Quando cheguei em casa, tinha um casal com Angela e o namorado dela. O cara é português, e ficou conversando um tempão comigo. Aproveitei para tirar todas as minhas dúvidas e fazer aquelas perguntas mais complicadas, tipo: onde eu compro um chip pro celular e onde tem wireless… hehehehehe. Ele disse que tem wireless num café de um posto de gasolina aqui perto, uns 5 minutos a pé. E sugeriu uma compania para eu comprar o chip. Ele inclusive se prontificou a comprar o chip pra mim, que inclusive, já está comigo. Quem quiser me ligar, manda um email que eu mando o número.
A segunda-feira foi o primeiro dia de aula — quer dizer, a primeira ida à escola, porque aula não teve. Foi só uma prova para definir o nível. Depois fizemos um citytour a pé pelo centro de Lausanne. A cidade é muito bonita, mas tem muita escada e muita ladeira. Eu terminei exausta.
Depois da escola fui pra casa sozinha e quase me perdi. Teve uma hora que eu achei que tava perdida (porque o ônibus deu uma parada de 5 minutos para depois continuar como outra linha). Eu achava que tinha deixado a parada passar, mas na verdade era pra eu continuar com o ônibus. Enfim, fui procurar alguém que falasse inglês pra me ajudar. Acabei achando alguém que falava português! Coincidência, hein?
Na quarta-feira resolvi começar a entender onde estão as coisas na cidade e sai para um reconhecimento de território perto da escola. Vi a universidade (que também é museu), praças, vistas lindas…
Portugal, pois pois
Antes de mais nada, o vôo Natal-Lisboa foi tranquilo. O que eu achei estranho é que tava muito quente! Acho que eu nunca tinha sentido tanto calor num avião antes. E do lado de fora tava -55 em média, então não tinha nem desculpa. hehehehe. A noite foi curta, já que o sol nasceu por volta das duas da manhã do Brasil (muito legal assistir o nascer da sol no ar, por sinal…). Viajei do lado de uma menina de Extremoz que nunca tinha andado de avião antes. Ela veio visitar a mãe, que está morando aqui faz um ano (e faz um ano que elas não se encontram). A mãe dela queria que ela viesse junto, mas ela não quis, com medo de não gostar daqui. Então agora, se ela gostar, é capaz de ficar.
Cheguei no hotel (a vista do meu quarto) era umas 10 da manhã daqui. Tava exausta e resolvi cochilar um pedacinho pra sair de meio dia pra almoçar e passear. Mas não consegui acordar e acabei dormindo até as 3 da tarde. Acordei, arrumei minhas coisas pra sair e achei que tinha perdido o passaporte (era só o q faltava, né?), mas tinha ficado na recepção… não entendi porque até agora. Enfim, sai e fui pras bandas do lugar que foi a Expo 98, o que foi a sugestão do taxista que me trouxe do aeroporto e que não faz parte da excursão do dia seguinte de toda forma. Mas só deu tempo de ver o oceanário.

O oceanário é o lugar onde eu tirei a maioria das fotos que estão no site agora! É um tipo de zoológico marinho (hehehehehe). É uma reprodução artificial dos oceanos do planeta (inclusive o clima — a gente anda pela “superfície” e depois vê como é embaixo d’água). É muito bonito. Aliás, eu gostei muito dessa parte da cidade. Tem uma arquitetura contemporânea (foi construído em 98) e é à beira mar. Tem vários banquinhos e vários barzinhos. Bem tranquilo.
Queria ter ido no Pavilhão do Conhecimento, que é na mesma área e bem pertinho do Oceanário, mas não deu tempo. Fica pra próxima. Descobri depois que é mais pra criança, com jogos pra estimular a aprendizagem de matemática, ciências, etc. Pelo que entendi deve ser bem parecido com um museu moderno da PUC que eu fui em Porto Alegre. Mas ainda assim, queria ter visto.
A piada de português até agora é o mêtro, ou melhor, o métro. Muito sem noção. As linhas são praticamente paralelas e só se cruzam nas pontas (olha no link)… Então pra ir do hotel até o Expo 98, são necessárias 3 baldeações pra ir e 3 pra voltar… Eu fui da Estação Marquês de Pombal até a Oriente.
No dia seguinte fiz um citytour em Lisboa.
Fui em todos os pontos turísticos: Praça Marquês de Pombal (perto do hotel), Monumento do Descobrimento, Mosteiro dos Jerônimos, Museu das Carruagens, ponte de São Francisco, Cristo Redentor, Pelourinho… hehehehhe. Pior é que eu tô falando sério. Só o pelourinho que é brincadeira, mas é o centro antigo da cidade, que é muito parecido com o Pelourinho (só é bem mais sujo e menos conservado que a versão brasileira). O Cristo e a ponte não é brincadeira não! E, mais uma de português, são um do lado do outro. É o único lugar do mundo em que as duas coisas podem aparecer na mesma foto… hehehe.
Falando no citytour, a parte que achei mais interessante foi a maneira que a guia falava do Brasil. Porque boa parte das coisas que tem pra se ver me Portugal são da época das grandes navegações, então a mulherzinha tava sempre falando que, nessa época, Portugal tinha diversas colônias, inclusive o Brasil… de um jeito que parecia que o Brasil era o dono do mundo agora… muito engraçado (pros Brasileiros, claro).
A saída de Portugal, como não poderia deixar de ser, teve sua parte engraçada também… Acontece que esqueci de entregar (e ninguém me pediu também) a chave do quarto no hotel… E só notei quando tava no aeroporto. Então lá fui eu ligar pro hotel pra resolver o que fazer… Só que ninguém atendia. Uns 5 minutos antes do horário de embarcar finalmente atenderam, e eu deixei a chave no aeroporto para irem buscar.
Datas
Saida: 18 de julho de 2007
Chegada: 4 de fevereiro de 2008
Itinerário:
- 18/julho – Natal-Lisboa
21/julho – Lisboa-Genebra-Lausanne
15/setembro – Lausanne-Paris
13/outubro – Paris-Brugges-Bruxelas
15/outubro – Bruxelas-Amsterdã
18/outubro – Amsterdã-Londres
26/outubro – Londres-Paris
27/outubro – Paris-Madri-Salamanca
22/dezembro – Itália
07/janeiro – Salamanca
04/fevereiro – Salamanca-Madri-Lisboa-Natal

